"(...) O meu coração dá abrigo a um grande amor, como a palmeira protege as tâmaras dos ventos do deserto ou a romã se transforma em cofre para guardar os seus rubis. Não há armadilhas montadas no percurso que te leva à minha cama, e nada será perturbado pelo júbilo de beijar todas as sílabas que a tua boca pronuncia. És em mim. Estás em mim. Há-de o meu coração ficar em ruínas e, assim mesmo, defenderá o teu corpo, a tua vontade, e o teu sorriso que tem a envergonhada cor da flor do lótus. Há-de o meu coração calar-se, mas esse silêncio não impedirá a promessa de uma eterna noite de amor.”
*Joaquim Pessoa ['Dia 51', Ano Comum]
*Joaquim Pessoa ['Dia 51', Ano Comum]